O presidente Jair Bolsonaro deve mesmo indicar o ministro-chefe da Advocacia Geral da União, André Mendonça, para a próxima vaga no STF (Supremo Tribunal Federal), que ficará disponível à partir da próxima segunda-feira, 12, devido a aposentadoria do ministro Marco Aurélio Mello. Atual decano da corte suprema, ele assumiu a cadeira em 1990, após ser indicado pela então presidente Fernando Collor de Melo.

Paulista de Santos, André Luiz de Almeida Mendonça tem 48 anos e é servidor da União desde 2000. Nesse tempo, foi assessor especial do ministro da Controladoria-geral da União Wagner Rosário de 2016 a 2018, advogado-geral da União de 2019 a 2020 e ministro da Justiça e Segurança Pública de 2020 a 2021. No final de março de 2021, retornou ao cargo atual, quando das mudanças promovidas no ministério pelo presidente. Ele também trabalhou com o atual ministro Dias Tóffoli, quando o mesmo chefiava a AGU e foi indicado para o STF.

Nas horas vagas, André Mendonça integra a equipe de pastores de uma igreja presbiteriana localizada no Lago Sul, em Brasília. Outros nomes que também corriam por fora nessa disputa era do atual presidente do STJ, Humberto Martins (favorito do filho e senador Flávio Bolsonaro e do procurador-geral da República, Augusto Aras.